A matéria a seguir foi publicada originalmente na revista Fagulhas, em edição comemorativa de inauguração do Estádio Martins Pereira, de junho de 1970.

Duas Palavras
É certo que seria inconcebível, após o desenvolvimento de ingentes esforços de uma plêiade de jovens entusiastas, que o evento, aliás, sumamente auspicioso, da inauguração do novo Estádio Martins Pereira, ficasse sem contar com o registro, a fim de que a história seja fiel à posteridade.
Realmente, foi esse o propósito que nos animou em editar esta Revista, procurando mostrar detalhes técnicos, inclusive, de uma obra grandiosa, que se concretizou mercê de um idealismo ímpar.
Esta publicação tem por objetivo, também, prestar uma homenagem aos dignos diretores do Esporte Clube São José, comandados por Mário Ottoboni, de cuja luta encetada somos testemunhas.
Hoje, é coroado de pleno êxito o desafiador empreendimento, efetivado em tempo recorde de 2 anos, mostra inconteste de que tudo é possível fazer quando há perseverança e idealismo.
O trabalho levado a efeito pela Diretoria do Esporte Clube São José, composta em sua totalidade de homens simples e do trabalho, é merecedor de uma análise mais profunda, a fim de ser tomado como exemplo para esta e gerações futuras.
E realmente inacreditável que se possa efetuar uma obra desse vulto, com pouquíssima ajuda do Poder Público, especial- mente da gestão passada, que apenas acorreu ao encontro do Clube, com cooperação modesta, quando o Estádio já se delineava concretizado.
O novo Estádio Martins Pereira, significa uma resposta contundente aos cépticos e representa, por outro lado, a afirmação cabal do poder realizador da juventude. Por ele todos nós sentiremos imenso orgulho. Nele serão levadas a efeito as mais lindas festas de nossa cidade, com a multidão delirando ante os feitos de seus atletas prediletos.
Será o ponto preferido da cidade para mostrar aos visitantes.
Será ali o local onde todos nós sentiremos o orgulho de afirmar que tudo foi feito com idealismo contagiante, numa demonstração de que nada é impossível onde impera a vontade de ser útil.
Parabéns ao Presidente do Esporte Clube São José. ta saudação não se registra apenas a nossa alegria, mas sim de toda a população joseense que vibra neste momento histórico de sua vida esportiva.
Havíamos já saído a campo, para a confecção da Revista FAGULHAS edição do aniversário do município de São José dos Campos quando recebemos a agradável sugestão de editarmos este número esportivo.
Entrosados com a conceituada MURAL PUBLICIDADE Empreendimentos Ltda., com o valioso apoio da diretoria do E. C. São José, das Autoridades, de importantes firmas da cidade, prestamos nesta edição, justa homenagem ao nosso querido Formigão, pela inauguração do seu magnífico Estádio Martins Pereira.
É um trabalho nosso, sem grandes pretensões, porém, representa uma exaltação sincera a uma equipe de homens de rija têmpera, que tem a sua frente a figura estóica de Mário Ottoboni.
Vendo pronto o Gigante do Jardim Paulista como o povo chama o Estádio Martins Pereira calculamos o sacrifício, a força de vontade e o desprendimento de um pugilo de esportistas, daí o nosso jubilo.
FAGULHAS – a Revista do Vale do Paraíba fazendo coro aos demais colegas da imprensa, do rádio e da televisão, diz aos dirigentes, bem assim aos atletas do E. C. São José: PARABÉNS!
Vejam este número de FAGULHAS e julguem o nosso trabalho. Prometemos para julho deste ano Deus há de permitir uma bonita Revista, trazendo em suas páginas amplas reportagens de várias cidades, do rádio, da televisão, do cinema, humorismo, esporte e moderna propaganda, tudo dentro de princípios sadios.
Nesta fase revolucionária, quando o Brasil entra para a senda do progresso e caminha para um municipalismo autêntico, FAGULHAS continua a sua luta iniciada em 1942, exaltando o que é nosso.



O discurso pronunciado pelo sr. Mário Ottoboni, presidente do Esporte Clube São José, em 15 de março de 1970, quando da inauguração do seu novo Estádio.
Sucumbe, neste momento, a descrença, pois a força do ideal se impôs de forma inexorável. Poderá, ainda, no seio desta multidão aqui presente, persistir a dúvida de que estamos vivendo a realidade? Nada mais fascinante para o homem, que encontrou no poder da fé o ânimo e a coragem suficientes para vencer os obstáculos, do que sentir este calor humano, fruto recompensador de todas as energias despendidas ao longo da difícil caminhada.
Nestas arquibancadas, erguidas com lágrimas vertidas ante tantas humilhações e ansiedades, processa-se o fabuloso milagre. Elas serviram para alimentar as esperanças que se traduzem, hoje, em sorrisos largos.
Cícero, o grande tribuno romano, já dizia que a «história é a mestra da vida, a luz da verdade e a testemunha dos tempos». A história esportiva de São José dos Campos, senhores, será a testemunha desta obra que erigimos com tantos sacrifícios.
Não tivesse êste momento outros outros significados, seria bastante a certeza de que estamos legando um exemplo de trabalho ao povo desta época conturbada e cheia de ociosidade. Só esta convicção valeria como compensação satisfatória. Nada pedimos em sina de gratidão, pois já contamos com o testemunho dos tempos, que representa, afinal, a luz da verdade.
Em cada detalhe deste monumental estádio, senhores, está escrita uma parte da luta que contou com a participação, ativa e despretensiosa, de homens simples, de homens do trabalho. Muitos desses homens são oriundos de outras plagas. Para aqui vieram em busca de melhores condições de vida.
E souberam, com sacrifício, retribuir um pouco daquilo que colheram. Ajudaram, desta forma, a engrandecer ainda mais esta nossa querida cidade.
Nós somamos esses valores e jamais nos preocupamos com com a condição social de nossos companheiros, pois a vontade de trabalharão é privilégio dos abastados. Foi na simplicidade de homens sinceros e idealistas, como os nossos companheiros, que encontramos motivação para levar a efeito esta empreitada grandiosa e sem paralelo na história esportiva de São José dos Campos.
Em tudo houve critério e desprendimento. Quando bruxeleava o fogo deste ideal, Deus nos concedia a graça de difundir o estímulo. Encontrávamos, novamente, forças para superar as vicissitudes e para reanimar aquela chama que ressurgia vigorosa e implacável.
Hoje, triunfante, acena, do cume desta praça esportiva, a bandeira do Formigão, levando uma saudação festiva ao povo que veio homenageá-la. E o pavilhão do nosso clube está, agora, espelhando brilho mais intenso.
É o velho Esporte Clube São José que renasce jovem e grandioso como fora sonhado pelos antepassados, que o idealizaram exuberante. Por forças das circunstâncias, entretanto, nos coube a suprema felicidade de executar essa metamorfose.
Que diria o saudoso e inolvidável Mário Martins Pereira se pudesse, agora, rever o seu Esporte Clube São José, hoje majestoso e imponente? Possivelmente não falaria: ficaria estático e surpreso ante milagre desta transformação. Mas estamos certos de que, por seu rosto, rolaria uma lágrima significativa, reflexo d’alma de quem, como nós, só teve amor para com este Clube. Estaria ele, sem dúvida, expulsando deste local, como Cristo expulsou do templo os vendilhões, aqueles que apenas souberam movimentar o maxilar para agitar a língua venenosa na tentativa de nos denegrir, de nos enxovalhar, de nos vilipendiar. Nós enfrentamos o vendaval terrível. Saímos ganhando, graças a Deus a Deus e graça à ajuda de nossos companheiros.
É preciso que digamos que nada nos atemorizou, porquanto nos animava uma força quase que sobrenatural, revitalizando aquele desejo de levar a bom termo a nossa empreitada que, hoje, se consagra autenticamente. Mas muita luta ainda temos pela frente, face aos vultuosos encargos financeiros que assumimos. Necessitamos, mais do que nunca, do apoio e da compreensão de todos, especialmente do Poder Público Municipal, a quem somos muito gratos pela modesta colaboração que nos deu.
Queremos que o novo Estádio Martins Pereira não fique apenas nesta primeira etapa. O nosso objetivo é concluí-lo. A meta que programamos inclui, também, o Esporte Clube São José na divisão de honra do futebol paulista. Este será o nosso próximo e mais importante objetivo, pois, para o idealista, há sempre um sonho a ser realizado.
Não cessa aqui a nossa batalha, embora possamos, orgulhosamente, dizer que já percorremos mais da metade do árduo caminho para a conclusão de todo conjunto sócio-esportivo de Martins Pereira. Vamos continuar na luta, que pode, agora, significar menos sacrifícios. Isto porque, agora que feneceram os cépticos e os de mau agouro, desanuviam-se os horizontes e aclamaram-se as perspectivas. Embora muitas de tais pessoas se aproximem de nós, jamais cometeremos a injustiça de, por elas, relegar a segundo plano os amigos certos dos momentos incertos.
Neste momento histórico, senhores, entregamos esta obra, erguida com Suor e com lágrimas, aos amigos e aos adversários; aos que compreenderam a nossa luta e nossa luta e aos que procuraram alvidá-la; aos que se incorporaram ao nosso movimento e aos que dele se afastaram; aos que confiaram em nós e aos que de nós desconfiaram, aos realizadores e aos fracassados; aos bem intencionados que se acercam de nós e aos que, cheios de maldade de nós se aproximaram; aos sinceros e aos hipócritas; aos de corações bem formados e aos de corações deformados; aos pobres e aos ricos; aos idealistas e aos que nunca tiveram ideal na vida; aos virtuosos e aos alienados; aos que, como nós, amam esta terra e se sacrificam pela sua grandeza e aos que delas só procuram tirar proveitos pessoais; aos velhos batalhadores de ontem e aos dedicados esportistas de hoje; aos que tombaram por este ideal e aos que vivem deste ideal; aos desprendidos e aos gananciosos; aos que cultivam o amor e aos que nunca tiveram a ventura de amar, e aos que, como nós, creem em Deus e nele encontram o supremo ideal de suas vidas.



Aspectos Técnicos do Majestoso Estádio Martins Pereira
OBRAS – Tiveram início em 20 de fevereiro de 1968, com paralização de aproximadamente 6 meses, em razão das chuvas e dificuldades financeiras do clube. Teve, portanto, a duração de 18 meses, incluindo-se o serviço de terraplenagem. Esta primeira fase custou a soma de Cr$ 2.382.219,69.
ÁREA CONSTRUÍDA – 30.000 metros quadrados.
CAPACIDADE – Tem a capacidade de abrigar, nesta primeira fase, 20.000 pessoas comodamente sentadas.
COBERTURA – Possui, presentemente 210 metros lineares cobertos, abrigando 5.000 pessoas.
CADEIRAS – Dispõe, no momento, de 1.000 cadeiras de aço com previsão para a instalação imediata de mais 1.000.
DRENAGEM – O campo, com 110 metros por 75 metros, foi drenado pelo sistema mais moderno e recebeu grama batatais. As experiências feitas com as últimas chuvas intensas, demonstraram a excelência do serviço executado.
FOSSO – Todo o gramado é circundado por fosso seco, eliminando, assim, o superado alambrado. A visibilidade é excelente de qualquer parte do estádio.
ATLETISMO – Pista olímpica com 6 faixas, arremesso de disco, dardo, salto em altura e extensão, etc., tudo dentro do mais moderno padrão.
TÚNEIS – Dois túneis com 44 metros de extensão cada um, com escadarias independentes para os vestiários dos atletas e juízes.
VESTIÁRIOS – 590 metros quadrados de construção, com os seguintes compartimentos: 6 vestiários, sendo dois para juízes e bandeirinhas, sala de fisioterapia e atendimento médico, restaurante, 4 quartos para alojamentos de atletas.
INSTALAÇÕES SANITÁRIAS – Dispõe de quatro instalações sanitárias, sendo duas para homens e duas para senhoras.
BARES – Possui o estádio dois bares situados após a escadaria de acesso para as arquibancadas.
ESCADARIAS DE ACESSO – Duas escadarias de acesso para as arquibancadas, com 10 metros de largura cada uma. Possui nessas entradas 15 borboletas para o perfeito controle de entrada de público. Essas borboletas são removíveis, proporcionando rápido escoamento de público.
CIRCULAÇÃO – O estádio possui uma pista de circulação de público em volta do último degrau da arquibancada, em toda a extensão do estádio, com 10 metros de largura, em leito tratado.
BILHETERIAS – 15 bilheterias para rápido atendimento, sendo 8 à direita e 7 à esquerda do estádio.
CABINE DE IMPRENSA E TRIBUNA DE HONRA – 30 metros de extensão, sendo 9 metros destinados à tribuna de honra e 21 metros para rádio e televisão.
ENTRADA PARA DESFILE – Existe uma entrada independente para os carros e desfile cívicos às pistas de atletismo.
MASTROS – No centro da entrada principal, existem 11 metros para hasteamento de bandeiras em dia de jogos e festas.
RECURSOS – As obras do novo Estádio Martins Pereira, do Esporte Clube São José, foram realizadas com recursos da própria entidade, já que o Poder Público Municipal concedeu apenas um auxílio de Cr$ 100.000,00 pagos em 5 parcelas mensais de Cr$ 20.000,00.
CONSTRUÇÃO DO ESTÁDIO – A construção do estádio esteve a cargo da RTV Engenharia e Construções Limitada, com escritório em São Paulo, à Rua 7 de Abril, 342, 3o andar, conjunto 35, e em Taubaté, à rua Dr. Silva Barros 462, fone: 3423.








Nasceu o Esporte Clube São José…
Quem conhece a vida esportiva da nossa cidade, sabe ter O Esporte Clube São José nascido pelo fato de o sr. Galiano Alves, que nos idos de 1933, diretor da Associação Esportiva São José, ter trazido por ocasião de um jogo da Veterana, para integrar sua equipe de futebol, um jogador da D.E.R.
O jogador convidado por Galiano, apesar de bom elemento não foi aproveitado, ficando fora de partida. Galiano ficou magoado, não concordando com aquela decisão dos diretores da Associação. Pediu demissão do cargo que ocupava, e como era um idealista convidou alguns amigos para o ajudarem na fundação de um novo clube na cidade.
Foi no dia 13 de agosto de 1933, prédio da rua Sebastião Humel que se realizou a sessão de fundação do Esporte Clube São José, bastante concorrida.
Primeiramente foi providenciada a aquisição de um terreno para o campo de futebol, adquirido por 11 mli cruzeiros da família Ângelo Castro, onde se localizava o antigo estádio Martins Pereira. Uma parte da dívida foi paga de imediato. Depois o sr. Nelson Martins Pereira efetuou o restante do pagamento. Quem assinou o compromisso da compra do terreno foi o sr. Vitório Pulga.
A primeira diretoria eleita, foi empossada no dia 15 de agosto 1933. Estava nascendo o E.C. São José.
Ata da Sessão de Fundação do Esporte Clube São José
Aos treze dias do mês de agosto de mil novecentos e trinta e três, nesta cidade de São José dos Campos, no prédio n.o 7, da Rua Sebastião Humel, onde será instalada a sede social, presentes os membros da Comissão organizadora do clube, snrs. Galiano Alves, Victorio Pulga, Pedro S. de Faria e Clementino de Oilveira e mais pessoas que assinam a presente, realizou-se a sessão de fundação do Esporte Clube São José, ficando assim registrado o que na mesma se passou: às 20 horas precisamente, foi pelo snr. Galiano Alves, que presidiu a sessão, declarado iniciado os trabalhos, convidando para tomarem parte nos mesmos, os seus companheiros de Comissão e o sr. Carlos Belmiro dos Santos para servir de Secretário.
Passou o sr. Galiano a expôr aos presentes os fins da reunião, ficando deliberado que a eleição para organização da diretoria, será no próximo dia 15, às 8 horas da noite. Por proposta do snr. Galiano e preto para ficou aprovado as cores branco o distintivo do clube. Em nome do Internacional F. C. falou o snr. José Pereira que autorizado pelos seus companheiros de diretoria declarou estar plenamente de acordo com a fusão do seu clube com o Esporte Clube São José, ao qual fazia entrega de todos os seus troféus.
Quanto a contribuição dos sócios fica estabelecido o seguinte: os Sócios fundadores ficarão isento de pagamento de joias, pagando apenas a mensalidade que será de dois mil réis mensais e mais sócios terão de pagar a joia que será de 5.000 (cinco mil réis).
Tendo sido distribuído grande número de circulares e não sendo possível o comparecimento de muitas pessoas que enviaram por intermédio de seus amigos, digo que apresentaram escusas, por inter- médio de seus amigos, ficou assentada que a presente Ata ficaria em aberto para receber as assinaturas dessas pessoas, até o próximo dia 15, de modo que as mesmas fiquem consideradas como sócios-fundadores.
Pelo snr. Nelson Martins Pereira foi proposto que, além do futebol que é o esporte a ser cultivado de preferência fosse também o atletismo e todas as suas modalidades de acordo com as possibilidades do clube. Essa proposta foi aceita com entusiasmo. Ofereceu OS seus serviços, o snr. Renato Becker que declarou ficar a disposição da diretoria para, como engenheiro que é, acompanhar e fiscalizar a construção do Campo, o que foi aceito.
Ainda pelo snr. Nelson Martins foi proposto que ficasse consignado um voto de louvor à Comissão pelo trabalho apresentado até hoje em benefício da mocidade Joseense que, d’ora avante teria mais um lugar onde praticar o esporte. Foi proposta do snr. Francisco Moraes, a qual foi aprovada, ficou assentado que se oficiasse à Veterana Associação Esportiva São José, felicitando-a pela passagem de seu 20.0 aniversário ocorrido nesta data.
Nada mais havendo a tratar O snr. Galiano Alves, como presidente da sessão agradece o comparecimento, dos presentes, convidando a todos para assinarem nesta ata.
Eu Carlos Belmiro dos Santos, servindo como secretário, a escrevi: Terço Rossi, Osvaldo Machado, Cide de Abreu, José Viana de Assis, Waldomiro Cursino dos Santos, Irineu Graciano, Benedito Zoroasto de Vasconcelos, Paulo Madureira Lebrão, Mário Weiss, João O. Marcondes, Leonardo Leite, Júlio Pereira da Cruz, Augusto Simões, Benedito J. do Nascimento, José d’os Santos, José Zeferino Pereira, Luiz Monteiro, Sebastião Mousés, José Nicodemo, Virgilio Pintus, Antônio Rodrigues Netto, Carlos Veneziani Carlos José Consiglio, Abrahão Santos, Joaquim Faria, Demetrio Guido, Antônio Avelino Dias, João Lopes Simões, João Castely, José H. Pereira, Gabriel J. Vidal, Renato Becker, Octávio B. Becker, Orlando Fagundes, Clementino de Oliveira, Pedro S. de Faria, Nelson, M. Pereira, Geraldo Marques, Silvio Augusto de Souza, Galiano Alves, Victorio Pulga, Felicio Santoro, Antônio Castro Leite, Brasílio Cursino, Francisco Pinto Loureiro, Homero P. Marcondes, Benedito Tiburcio, Antonio Cantinho, Francisco Rocha Filho, Camilo Nunes de Freitas, Matias Heil, Max Becker, Geraldo Ferreira Moloior, Orlando Rossi, Artur Leopoldo e, Silva Filho, Aprigio Pinto da Cunha, Theodomiro Costa, Pedro Rachid, Conrado Bonadio, João Fonseca, Pedro Cursino Sobrinho, Antônio Savastano, José Domingues de Vasconcelos, Manoel G. Reis, Anchi Boichenco, J. Vasconcelos, Nuno Consiglio Sampaio, J. Bagunha Maldos, Higino Alegri, Roberto M. Weiss, Joaquim B. Vasconcelos, Fiebig Júnior, Pedro de Freitas, Luiz Gonzaga de Azevedo, Afonso Deoline, J. da Silva, Benedito Soares, L. de Sales Vianna, José Dellias, Everaldo M. Passos, João B. Soares, Antonio de M. Lopes Sebastião P. Romái Guimarães, Marcílio de Oliveira, Amim Assad, Arquelau Teixeira, Oscar Alegre, Corinto Dalprat, Mário Pereira da Silva, Roberto A. de Freitas, José Bento de Santa, Pedro Vongas, Benedito Maura Sobrinho, Alberto Consiglio, Antônio Moneva, Herminio Dalprat, Eduardo Consiglio, Benedito Leite Fernandes, João José Soares, João Batista, Daniel Alves Bittencourt, Cândido Barbosa da Silva, Walter Monteiro Becker, João Miskolcio, José Domingues Sobrinho, Luiz Ribeiro dos Santos, Ladislau Faria, João Alves Ferreira Sobrinho, Vergilio Marson, Adail Leite Machado, Constantino Vinhas, João Delfino Teodoro Antonio Gonçalves de Almeida, Antônio Corrêa, Mário Consiglio, José Geraldo, Othon Ferreira Maldos, Luiz Gonzaga de Almeida, Gabriel Lobo, Laurentino Silveira de Souza, Antônio S. Servilheira, Alipio da Silva Viana, Jaime Rosemberg, José Lourival de Paula, João Francisco de Paula Pio, Teodomiro Dias Pereira, Antônio Lucio Machado, José Benedito Machado, Geraldo José de Morais, Calixto Barbosa, Adalberto Augusto Arantes, José Pinto da Cunha, Paulo Bastos, Benedito Escobar, José Molina, Job Pereira de Mello, Mário Rocha, Geraldo Marques da Silva, José Benedito Friggi, José Gallardo, Florindo Santana, Sebastião Gonçalves, Marcelo Dais, Pedro Abrahão Nadir, Geraldo Queiróz, João B. de Oliveira, Antônio Reis de Faria, Benedito Rodrigues, José Claro da Costa Netto, Braz Alves, João Mendes Pedroso Saes, José Francisco de Castilho, Jamil David, José B. dos Santos, José Pascoalette, Dirceu de Freitas, Benedito Faria, Manoel Ferreira Vinhas, Luiz Lourenção, Francisco Marcondes dos Santos, João Ferreira Vinhas Sobrinho, Eduardo Rocha Manoel Dias Sobrinho, Antônio Cará, Flaminio Vaz de Lima, Pedro Barbosa Pereira, José Antônio, de Paula, Liberato Simeõs, Antônio Avilhano, Augusta Dalbrot Viriata Guimarães, José Pulga, Carlos Becker, João Batista do Nascimento, Sebastião Vidal, Arlindo Pinto, Italo Pulga, Flordemont Santini, Getúlio Gomes França, Alfredo Pereira, Francisco Rodrigues de Moraes, Dario Pereira, José Maria Leite de Oliveira, Paulo Carlos de Faria, José Cezáric, Emidio Ramos, Francisco Rodrigues de Morais, Benedito Paulo de Oliveira, Brasílio Pereira da Silva e Pedro Fortunato.

Uma grande alegria para a esposa do sr. Presidente
Hoje também é um dia de muita alegria para mim. É claro que estou satisfeita, pois a inauguração do Estádio Martins Pereira foi um ideal que o Mário nunca abandonou. Embora ele procure resolver os problemas do Esporte fora de casa, eu acompanhei de perto suas preocupações.
Quem disse isso foi a sra. Maria Aparecida Candelária Bernardes Ottoboni, esposa do Presidente do Esporte Clube São José. Confessa que não entende nada de futebol. Mas não nega que torceu muito pelo sucesso na presidência do Formigão do Vale, principalmente para que seu sonho de dar à cidade uma grande praça de esportes, fosse concretizado. Teve alguns aborrecimentos com ele, o que considera normal. Mas nunca brigamos até perder a esportiva. Nós sabemos nos entender. Algumas vezes dona Aparecida conversou com o Presidente sobre seus inúmeros problemas no Esporte. Procurou com ele trocar ideias, e até ajudá-lo.
Nesta semana de inauguração do estádio Martins Pereira, dona Maria Aparecida quase não pode conversar com seu esposo. Mas diz que ele procurou manter tranquilo, não havendo nenhuma mudança em seu comportamento em casa.
Eu quase não falei com êle esta semana. Ele tem trabalhado muito. Mas não cheguei a notar nenhuma diferença seu modo de agir. Pelo menos casa ele parece tranquilo.
O telefone da residência do Presidente Mário Ottoboni tocou muitas vezes esta semana. Ele recebeu muitos cumprimentos de torcedores do E.C. São José e de Também foi seus amigos particulares. Também foi muito procurado pela imprensa. Apesar de tudo, quando chega em o Mário procura brincar com crianças (Júlio Marcos e Nelma Regina, seus dois filhos), dedicando-se à família. Graças a Deus ele tem sabido conciliar suas atividades com a vida aqui em casa. Nós vivemos felizes.
Hoje é um dia muito importante para a família de Mário Otobboni. Todos mostram-se satisfeitos, pois a batalha foi árdua. Mas sabem que entregando o estádio à cidade, Presidente do E.C. São José dos Campos, terá marcado para sempre seu nome na história de São José dos Campos.
É claro que ainda existe a preocupação pelo sucesso financeiro da promoção. Uma envergadura torneio quadrangular da deste que o E.C. São José está promovendo exige muito dinheiro. Todos os diretores do Formigão esperam, entretanto, que também esse problema seja superado. Assim também pensam os familiares do Presidente.








Placar do Grande Torneio de inauguração
15/03/70
Internacional 0 X Atlético Mineiro 1
Corinthians 2 X Palmeiras 2, com decisão por pênalti, com vitória para o Corinthians
22/03/70
Nacional 1 X Esporte Clube S. José 0, gol de pênalti
Corinthians 1 x Atlético 1, decisão por pênalti com a vitória do Atlético.



Nos idos de 1934…
Há 36 anos atrás precisamente no dia 13 de junho de 1934, a foto foi batida em Pindamonhangaba, quando o E. C. São José disputava uma partida amistosa de futebol, com o forte Comercial F. C. daquela simpática cidade. Era a primeira vez que o onze joseense jogava fora dos seus domínios.
Como recordar é viver, mostramos no alto os jogadores: Israel, Marcílio, Bailarino, Vitrola, Barros, Belmirão, Nezinho, Rubens, Boline, Joãozinho e Luizinho. Por último, o sr. Teodomiro Dias Pereira (nosso bom amigo Miro Barbeiro).
No outro clichê: João, Mário, Gordinho, Antoninho, José Benedito, Miro, Rubens, Chiquinho, Jorge, Nico e Palito. Zé Pereira, está na foto – feita em Jacareí, também nos idos de 1934.



O Formigão do Vale renasce na apoteose de hoje
Atilado cronista contou como renasceu o Formigão do Vale. E o fez com inteligência.
Vamos acompanhar o seu raciocínio, do sonho para uma realidade:
Tudo começou em 8 de março de 1964.
Mário Ottoboni, que na oportunidade ocupava a Chefia do Gabinete do Prefeito Municipal, havia capitulado face a perseverança de uma Comissão de esportistas, entre os quais figuravam: José de Paula Ferreira, Emílio S. Martins, Tenente Claudomiro Lucas Ferreira, e acabou por aceitar a Presidência do Esporte Clube São José.
Era uma questão de vida ou morte para o Clube de Martins Pereira, na época atravessando, talvez, a mais delicada crise de tôda sua existência. Pouco restava do glorioso que sucumbia vertiginosamente, ante os olhares complacentes dos esportistas.
E foi exatamente no dia 8 de março daquele ano, após o Conselho do Clube ter eleito Mário Ottoboni, por unanimidade, para exercer a Presidência do alvinegro, que teve início, podemos afirmar, a ressurreição do tradicional clube joseense.
Estabeleceu-se um programa de trabalho que acabaria culminando com a construção de um novo Estádio, que representaria a transformação do clube, de pequena para uma grande agremiação.
As primeiras providências foram tomadas, uma espécie de sondagem do terreno com o início do futebol profissional. Antes, porém, seria adaptar a antiga praça de esportes para uma nova realidade que iria surgir. Edificou-se então, em tempo record, arquibancadas de madeira, com capacidade para cinco mil pessoas e os treinamentos da equipe foram iniciados. A primeira sensação de autenticidade, a população conheceu com a presença em São José dos Campos, do consagrado Del Débio que aqui veio para entendimentos com a Diretoria. À ele seria confiada a direção do plantel de profissionais. Entretanto, isso não foi possível concretizar-se. Surgiu, então, Adhemar Alves, por indicação de José B. Monteiro, que já tinha defendido a Portuguesa de Desportos e
outras agremiações e à ele coube a histórica tarefa de iniciar a montagem da equipe alvinegra.
Depois o E. C. São José foi preterido em suas pretensões de disputar o campeonato da segunda divisão de profissionais. Em nada porém se esmoreceu o ânimo da Diretoria, que em marcante reunião decidiu enfrentar a terceira divisão. E com que brilho se saiu! Esporte Clube São José ganhava seu primeiro título de expressão: Campeão Paulista da Terceira Divisão de Profissionais.
Nesta altura, Diede José Gomes Lameiro, ex-preparador físico, já havia assumido a direção do plantel, vindo das mãos dedicadas de Jorge Pinto de Souza.
O velho Estádio já estava iluminado e a inauguração desse melhoramento se deu em magnífica festa com a presença do plantel titular do Sport Club Corinthians Paulista, em jogo que terminou empatado: 3×3, com três gols de Ferretti.
Depois veio o certame da 2a divisão e mais uma campanha espetacular deu a São José dos Campos o título de campeã do Estado. E lá estava o E. C. São José, em apenas dois anos de profissionalismo na 1a divisão. E, intercalando os jogos oficiais, alguns amistosos de importância foram levados a efeito. E. C. São José 2 x Juventus 1; E. C. São José 2 x São Paulo F. C. 1, na festa do Bicentenário.
Entretanto, mais um duro golpe sofreu o «Formigão». A Federação Paulista de Futebol, de forma inesperada, baixou portaria exigindo dos clubes integrantes da 1a divisão, praça de esportes com capacidade para 10.000 pessoas, túneis, etc. E o futebol profissional parou. Foi dissolvido o plantel. Outra batalha foi iniciada.
O Esporte Clube São José partiu para a construção de sua Praça de Esportes, no Planalto do Jardim Paulista.
O início das obras se verificou no dia 22 de fevereiro de 1968. E quanta luta se desenvolveu nesse período… Deus sabe…
Hoje a realidade de um sonho.
Prêmio ao trabalho de Mário Ottoboni e de sua magnífica equipe de Diretores.
Está de parabéns o Formigão. Que vitória!





Eles colaboraram…
Além das Emissoras e TVs das Capitais, o Interior se fez presente na inauguração do Estádio Martins Pereira.
Vimos a Rádio Clube São José dos Campos (falada e escrita) e a Rádio Piratininga, ambas desta cidade, bem assim outras emissoras do Interior que alí estiveram dando ampla cobertura ao magno acontecimento esportivo.
A equipe de esportes da Rádio Clube de São José dos Campos Scrath do Rádio Vale- paraibano: Comando: Alberto Simões; integrantes: Haroldo dos Santos, Aurélio de Barros, Carlos Alberto, Genuíno Filho, Ferreira Soledade, Adriano Guimarães e Antônio Wilson, tudo em colaboração com o jornal O Valeparaibano.
Equipe da Rádio Piratininga (São José dos Campos): Jairo Carlos comandando com Flávio Consiglio e ótimos auxiliares.
A todos, a gratidão da família esportiva joseense.

A PREFEITURA DA ESTÂNCIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS congratula-se com a Diretoria e Associados do E. C. São José, pela magnífica construção do Estádio Martins Pereira.

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