Turma de 1956 faz festa no João Cursino
“Houve uma identificação forte entre os alunos naquela época e até hoje relembramos as histórias que fizeram parte da nossa juventude. No dia do encontro a sensação é de reviver o passado. Do economista Paulo Rodolfo Locatelli Fonseca, 66 anos, ex-aluno da turma de 56.

Escola tem 77 anos de existência
A escola estadual João Cursino foi fundada no dia 30 de julho de 1929 com o nome Escola Normal Livre Municipal. De lá pra cá, já recebeu 11 nomes diferentes.
Entre eles, Colégio Estadual e Escola Normal de São José dos Campos, a partir de 50, Instituto de Educação João Cursino, a partir de 61 e Instituto Estadual João Cursino, em 66.
No primeiro ano da escola somente 37 alunos foram admitidos para o ginasial. Hoje são 1.800 estudantes divididos entre os ensinos fundamental, médio e suplência.
HOJE – Segundo a diretora do João Cursino, Maria Auxiliadora Antunes de Souza, a escola tem 20 salas de aula, biblioteca, salas de professores, direção e secretarias, laboratórios de química, refeitório, consultórios médico e odontológico, ginásio de esportes, cantina, entre outras.
“Passaram cerca de 25 gestores pela instituição como, por exemplo, os professores Everardo Miranda Passos, Maria Clara Mercadante, Xenofonte Strabão de Castro e Benedita Vicentina Miragaia Mendes”, disse.
São 77 anos de história do João Cursino, que já ocupou até o antigo prédio da Câmara em fevereiro de 1930, depois de aprovado pelos vereadores e sancionado pelo ex-prefeito tenente-coronel João Alves.

Ex-estudantes relebram festa de 76
O encontro dos 20 anos da turma de 1956 do colégio João Cursino aconteceu em setembro de 1976 na Churrascaria da Gruta, na via Dutra, em São José. Depois de duas décadas, os estudantes já não eram mais jovens em busca dos sonhos, haviam se tornados adultos, casados e pais de famílias. “Nós não nos reconhecíamos. Na época a emoção tomou conta de todas as pessoas”, disse o economista Walter de Melo Lopes, 66 anos. Para a professora Terezinha Teixeira, 65 anos, a festa teve momentos alegres e tristes pelo fato de ex-colegas terem falecidos.

Há 50 anos uma turma de 65 formandos do Colégio Estadual e Escola Normal coronel João Cursino, em São José dos Campos, recebeu o diploma da 4a série ginasial no antigo Fórum da cidade, onde atualmente abriga a Secretaria da Fazenda.
Meio século depois, os protagonistas dessa história voltarão a se encontrar em um almoço para comemorar os 50 anos de formatura, no próximo dia 23.
Na época, ao som do coral da escola, a entrega dos diplomas, na noite de 14 de dezembro de 1956, foi inesquecível para alunos e professores, pois aquela classe era a primeira turma mista, com rapazes e moças.
A festa ficou completa depois do baile de formatura, realizado na Cantina Bela Veneza, na marginal da via Dutra, onde atualmente é uma igreja. A noite do baile foi regada aos ritmos de samba, bolero, blues, baião e samba-canção do conjunto Biriba Boys e da Orquestra do maestro Sérgio Weiss. Uma lembrança que remete os alunos a uma juventude mágica.


O ALMOÇO – O almoço do reencontro de ex-alunos e professores será em uma fazenda em São José. Juntos relembrarão histórias que marcaram suas juventudes. A festa é organizada por um grupo de nove ex-estudantes que se encarregou de localizar a turma.
Dos 65 formandos, 52 deles devem comparecer à festa. Onze faleceram, uma ex-aluna mora nos Estados Unidos e outra Olga Maria de Oliveira, ainda não foi localizada.
PROFESSORES – Os professores aposentados Simão Chuster, Zélia Ortiz, Cleyde Bonetti Calasans Camargo, Alberto Marson e Osvaldo Nascimento também confirmam a presença no dia do reencontro. Pela terceira vez, o engenheiro agrônomo José Carlos de Moura será o orador oficial da turma de 56. A tarefa já foi feita por ele à ocasião da formatura e na comemoração dos 20 anos de formatura.
Será um dia de alegria para o advogado e consultor imobiliário Guilherme de Moraes Monteiro, 66 anos. Conhecido como o ‘Marlon Brando’ da turma, o ex-aluno tem lembranças inesquecíveis da época escolar.

LEMBRANÇAS – “Lembro das aulas de redação do professor Custódio. Ele fazia com que a gente desenvolvesse textos com temas como a autobiografia do túmulo. Teve um dia que ele chegou na sala, jogou o giz na lousa, marcou um ponto branco e pediu para que escrevêssemos uma redação sobre o ponto”, disse.
O momento mais esperado por ele é o reencontro com o amigo Jorge Takano, ex-colega de classe. “Ele ensinava matemática para mim, éramos amigos. A turma toda era unida e um ensinava o outro.”

FORMATURA – O economista Paulo Rodolfo Locatelli Fonseca, 66 anos, guarda na memória os vestidos longos das moças e os ternos azuis dos rapazes na noite do baile. Ele lembra que sua madrinha não pode comparecer à cerimônia.
“A Ana Maria Nathan, também formanda, pediu para que uma prima dela fosse a minha madrinha. Acabei me dando bem, afinal a moça era a convidada mais bonita da festa”, contou.
Cunhado de Sérgio Weiss e genro do eterno professor Everardo Passos (que dava aula de latim), Paulo que também foi coroinha do Padre Rodolfo Komórek, está ansioso para o dia do reencontro. “Houve uma identificação forte entre os alunos naquela época e até que hoje relembramos as histórias fizeram parte da nossa juventude. No dia do encontro a sensação é de reviver o passado”, afirmou.
HISTÓRIA – A história do reencontro dos 50 anos começou com o ex-delegado de São José e integrante da turma de 56, Luiz Henrique Bertazza, 68 anos. Ele nasceu, foi criado e até hoje mora na Vila Ema, região central da cidade. “Será uma emoção relembrar o que fomos e contarmos o que somos hoje. Fui delegado por 22 anos em São José e graças a Deus nunca prendi um deles”, brincou.
Encontro vai reunir 150 em fazenda São José dos Campos
O próximo dia 23 será inédito na história da escola estadual João Cursino com o encontro da turma de 56. Para os ex-professores e ex-alunos será um momento para reviver o passado e contar as novidades das últimas três décadas.
Alguns dos professores como Simão Chuster, Zélia Ortiz, Cleyde Bonetti Calasans Camargo, Alberto Marson e Osvaldo Nascimento confraternizarão junto com os ex-alunos.
O almoço, marcado para acontecer na Fazenda São Bento, na rodovia dos Tamoios, deve atrair pelo menos 150 pessoas, entre ex-alunos, ex-professores, ex-funcionários e seus familiares. Entusiasmado com a ideia de rever seus ex-alunos, o professor de matemática Simão Chuster, 79 anos, foi o primeiro professor efetivo do Colégio Estadual e Escola Normal coronel João Cursino.
“No decorrer da minha vida tive muitas oportunidades de reencontrar meus ex-alunos. Foi um prazer ter acompanhado os anos de estudos deles, pois fiz dos alunos meus amigos”, disse.


HOJE – Simão conta que algumas vezes quando sai de casa para ir em algum lugar dificilmente consegue chegar. O motivo são os ex-estudantes que o param nas calçadas do centro de São José. “É gratificante poder relembrar as histórias que passamos juntos, pois quando estou com eles retrocedo o relógio do tempo. Teve uma vez que um guarda da cidade reclamou das minhas ex-alunas que pegavam flores do jardim do sapo para me presentear”, contou. A professora Cleyde Bonetti Calasans Camargo veio de Ourinhos para São José em 1956 para ministrar aulas de canto e música. Para ela, o encontro simboliza que o amor entre mestres e alunos está perpetuado. “Sempre desejei que os alunos do João Cursino fossem os primeiros. Eu os tratava com severidade para que garantissem lugares no sol. Sinto-me feliz com as homenagens, que a missão foi cumprida.”
Rodrigo Machado, Valeparaibano, domingo, 3 de setembro de 2006
JOÃO CURSINO, 50 ANOS

O restaurante Fazenda São Bento, em São José dos Campos, recebeu ontem cerca de 100 pessoas para um almoço comemorativo aos 50 anos de formatura de 65 ex-alunos do Colégio Estadual e Escola Normal Coronel João Cursino. A formatura da 4º série ginasial aconteceu em 14 de dezembro de 1956, com direito a entrega de diplomas e baile de formatura.
Valeparaibano, 24 de setembro de 2006
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